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Há um tempo para tudo

11 de Janeiro de 2012 - 14:26

É preciso dizer sim. Mas às vezes também é preciso dizer não.

É preciso avançar sem desistir. Mas às vezes também é preciso fazer uma pausa.

É preciso falar. Mas às vezes também é preciso apenas ouvir.

Há um tempo para tudo. É um pensamento que li e ouvi várias vezes e que só agora começo a compreender… e a aceitar.

PS: E neste momento sinto que é tempo de voltar a publicar qualquer coisa neste blog. Por isso estou de volta, até que sinta que é novamente tempo de fazer uma pausa.

Volto em breve

15 de Julho de 2011 - 19:21

Este blog vai fazer uma pausa.

De quanto tempo? O que for suficiente para eu me convencer (ou alguém me convencer) que ainda faz sentido eu escrever aqui.

Entretanto, sou capaz de ir dizendo alguma coisa nas redes sociais.

O bom e o mau

7 de Junho de 2011 - 20:17

Numa catequese recente, falávamos às crianças sobre o perdão. Para concretizar, demos o exemplo de João Paulo II, que perdoou Ali Agca após este o ter tentado assassinar a 13 de Maio de 1981 no Vaticano. Não me lembro das palavras exactas, mas, logo em seguida, uma das crianças, ao comentar o assunto, referiu-se a Ali Agca como sendo “mau”.

A verdade é que também tenho esta ideia de quando era criança: há os “bons” e os “maus”. E os “bons” são sempre “bons” e os “maus” são sempre “maus”. E os “bons” acabam sempre por vencer os “maus”. Havia algumas excepções, como alguns “maus” que se tornaram “bons”, mas julgo que era raro. Era a ideia que eu tinha, alimentada pelos desenhos animados e pela banda desenhada.

Às vezes parece-me que temos dificuldade em abandonar esta ideia, mesmo quando já somos adultos. Rotulamos as pessoas conforme consideramos as suas acções certas ou erradas. E quando as rotulamos de “más” é complicado mudar-lhes o rótulo: tudo o que elas fizerem será sempre visto de forma negativa.

Numa formação em que participei há alguns anos sobre visitas a doentes, lembro-me de nos terem transmitido que devemos sempre aceitar as pessoas, ainda que não aceitemos as suas acções. É uma ideia que fui desenvolvendo nos últimos anos, ao contactar com pessoas com as mais diversas maneiras de ser: aceitar cada pessoa como pessoa, ainda que nem sempre considere as suas acções as mais acertadas.

Por isso, quando me perguntam se gosto de alguém, a minha resposta é sempre esta: eu gosto de todas as pessoas. O que não significa que concorde com tudo o que elas dizem e fazem.

Já me casei (2)

6 de Junho de 2011 - 16:30

IMG_6504Eu não gosto de sentir a obrigação de escrever o que quer que seja no meu blog, mas desta vez sinto que devo escrever qualquer coisa sobre o meu (nosso) casamento. Ainda que seja algo que é mais ou menos óbvio.

A primeira sensação que tenho deste dia é que passou demasiado rápido: foram cerca de 8 meses para preparar tudo o que se passou num dia. A segunda sensação que tenho é que, por mais que se preparem as coisas, há sempre algo que não corre como esperávamos. A terceira sensação que tenho é que nunca me senti demasiado nervoso ou ansioso (confesso que este ponto me surpreendeu, porque esperava ficar nervoso no próprio dia).

Agora, depois de 3 semanas completamente atípicas, voltei à realidade. Melhor dizendo, a uma nova realidade, que tem estado a ser bastante agradável.

Como não tenho fotografias digitalizadas do casamento, deixo-vos uma fotografia da ida para a lua-de-mel na Madeira.

Foto: Rui Brinquete

Mensageiros de Maria

2 de Junho de 2011 - 20:06

IMG_0628Nascido em 2002, o grupo de jovens Mensageiros de Maria surgiu como fruto das Missões Familiares realizadas pelo Movimento de Schoenstatt em Borba. A vontade de continuar a Missão fez-nos juntar e criar este grupo, que realizou actividades durante 8 anos sobretudo em Borba, mas também noutras localidades: de forma particular, lembro-me das Missões que realizámos em Mourão, Campia, Carvalhal e Viana do Alentejo, bem como das visitas que fizemos ao Redondo, a Estremoz e aos Arcos.

Agora o grupo já não existe. Porque a vida muda, a disponibilidade diminui, os interesses alteram-se… Cada um terá as suas razões pessoais, mas a verdade é que o grupo não conseguiu funcionar este ano, porque um grupo sem pessoas não existe. E sem entrada de novos membros, não havia muito a fazer.

A situação não era recente e o fim do grupo não se adivinhava longe. Mas o grupo ainda resistiu até à entrada do último membro: aquela que é hoje minha mulher. Eu (um dos membros-fundadores) e ela (a última pessoa a entrar para o grupo) casámo-nos em Maio deste ano.

O ciclo fechou-se.

Desde o início que nos foi confiada uma imagem da Mãe Peregrina (aquela que se vê na foto). Esta imagem acompanhou-nos durante estes anos nas nossas actividades, viajou connosco até às localidades onde missionámos e eu quis tê-la presente no dia do nosso casamento.

À hora a que este post é publicado, estaremos a devolver esta imagem ao Santuário de Lisboa, de onde ela saiu há cerca de 9 anos, porque a sua Missão em Borba terminou.

Agora, mais que as recordações, espero que fique dentro de nós aquilo que crescemos e aquilo que aprendemos nestes anos. Acima de tudo, espero que fique a vontade de continuarmos a ser missionários na nossa vida.

Muito haveria para dizer, mas nesta altura prefiro não dizer mais nada.

Foto: Rui Brinquete

Já me casei

30 de Maio de 2011 - 19:04

… ou melhor, já nos casámos. Porque agora deixou de ser “eu e ela” para ser “nós”.

Por isso estou de volta, depois do grande dia (que foi de facto um grande dia) e depois de uns dias para descansar e conhecer um pouco mais do nosso país.

Ainda estou em fase de habituação à (nova) realidade. Ainda estou sem o meu computador, que resolveu avariar há cerca de 3 semanas (espero brevemente tê-lo de volta à vida).

Mas já vou estando por aqui, dentro do que me for possível.

Vou casar-me

6 de Maio de 2011 - 19:15

Julgo que a esta altura do campeonato já todos perceberam que o próximo dia 14 será o grande dia.

Os próximos dias serão para finalizar os preparativos e os seguintes serão para descansar. Durante este período de tempo andarei meio afastado da internet e dos computadores (excepto para aquilo que for mesmo necessário), por isso não estranhem a minha ausência.

Agora, se me dão licença, vou ali casar-me.

E volto já.

Impróprio

27 de Abril de 2011 - 18:22

Não gosto de deitar comida fora (julgo que não preciso explicar porquê). Mas de vez em quando lá acontece ficar alguma coisa esquecida que, quando descoberta, me levanta a dúvida de estar ou não em boas condições para consumo.

Observo-a com atenção. Tento perceber se tem sinais que denunciem o seu mau estado. Pergunto a alguém: “isto estará bom?” E normalmente acabo por decidir adiar a decisão para uns dias mais tarde.

A verdade é que adio a decisão porque já sei que, dias mais tarde, o dito alimento já estará visivelmente estragado. Nessa altura já não terei dúvidas se devo ou não deitá-lo fora e o peso na consciência será menor.

Lembrei-me disto ao pensar que é mais fácil esquecer um problema do que resolvê-lo. Que é mais fácil fingir que determinada situação não existe em vez de ter que enfrentá-la e tomar decisões. Quando o problema vier acima, já não haverá solução possível e poderemos simplesmente pensar que o problema desapareceu.

Na verdade desapareceu, mas isso não significa que tenha sido resolvido.

Páscoa

26 de Abril de 2011 - 19:42

IMAG0284Páscoa significa passagem. Da escravidão para a libertação. Da morte para a vida.

No último ano tenho ouvido várias vezes a expressão “tudo tem um tempo”. É uma expressão acertada, mas da qual eu não gosto muito, porque me lembra que há coisas que não são eternas: da mesma forma que têm um início, também têm um fim. E eu gosto mais de inícios do que fins.

Mas a verdade é que a nossa vida também é feita de passagens. E também é verdade que um fim traz um novo início. Por isso, talvez alguns fins até possam ser bons, porque trazem outros inícios.

Neste momento sinto-me a meio de uma destas “passagens”. Tenho um pé no passado e outro no futuro. Não estou com medo de dar o passo, quero simplesmente não deixar nada pendente para trás.

A Semana Santa que passou foi especial. Intensa. Vivida. Sentida.

Não o terão sido todas, ainda que por motivos diferentes?

Foto: Rui Brinquete

Tríduo Pascal

20 de Abril de 2011 - 23:46

IMG_0001Foi da Semana Santa que surgiu muito daquilo que sou hoje em dia, em particular das Missões Católicas realizadas em 2001 e 2002 em Borba e da formação dos Mensageiros de Maria, grupo de jovens que surgiu destas mesmas missões.

A cada ano que passa, celebrar a Semana Santa é celebrar tudo o que foi surgindo daí. É celebrar que todos somos missionários e que a cada dia uma nova missão nos pode surgir – basta estarmos atentos.

E durante este tempo percebi que há coisas que não se explicam: vivem-se!

Durante os próximos dias estarei ocupado a viver o Tríduo Pascal; a preparar-me para próximas missões; e a preparar-me para dar por cumpridas algumas das minhas actuais missões.

A todos desejo uma Santa Páscoa!

Foto: Rui Brinquete

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