{"id":975,"date":"2009-09-04T19:45:50","date_gmt":"2009-09-04T19:45:50","guid":{"rendered":"http:\/\/web.ist.utl.pt\/rmch\/?p=975"},"modified":"2011-11-09T19:46:02","modified_gmt":"2011-11-09T19:46:02","slug":"bussola-politica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/web.ist.utl.pt\/rmch\/archives\/975","title":{"rendered":"B\u00fassola Pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 um descontentamento geral quando se evoca a palavra <em>pol\u00edtica<\/em>.<br \/>\nEm Portugal os ideais e convic\u00e7\u00f5es que determinam as cores partid\u00e1ria parecem ser desconhecidos, esquecidos e at\u00e9 ignorados por grande parte da nossa sociedade. \u00c9 do nosso dever de interven\u00e7\u00e3o, enquanto cidad\u00e3os, de que vos quero falar. J\u00e1 todos sabemos que o interesse pessoal ou partid\u00e1rio que desvia fundos, desvirtua medidas, corrompe valores ou apela \u00e0 demagogia e \u00e0 falta de transpar\u00eancia \u00e9, infelizmente, um problema estrutural da grande maioria dos pol\u00edticos em Portugal. Mas esta incompatibilidade que parece existir entre o interesse e o dever pol\u00edtico j\u00e1 \u00e9 bem conhecido de todos n\u00f3s. Quero, pelo contr\u00e1rio, tentar perceber convosco qual \u00e9 a nossa responsabilidade pol\u00edtica no estado actual do pa\u00eds. <\/p>\n<p>Cada programa eleitoral, fundado em ideais pol\u00edticos, deveria merecer por cada um de n\u00f3s uma an\u00e1lise cr\u00edtica que resultasse numa lista de pontos positivos e diverg\u00eancias. No entanto, curiosamente, cada cidad\u00e3o portugu\u00eas parece querer reunir todos os pontos positivos num s\u00f3 partido ou, alternativamente, n\u00e3o reconhecer nada de positivo em nenhum lado. Destacar as medidas positivas apresentadas por um outro partido ou a cr\u00edtica justificada, transparente e que apresenta alternativas s\u00e3o o caminho, sejamos pol\u00edticos ou cidad\u00e3os. No entanto, h\u00e1 uma relut\u00e2ncia em reconhecer o que o outro faz bem ou onde eu posso estar a errar. Parece existir uma imposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, educativa ou, porventura, social que nos impede de agir como tal, moldando os nossos argumentos e a nossa consci\u00eancia. Por vezes, menos gravemente, este apoio cego resulta de um foco numa pol\u00edtica que est\u00e1 directamente ligada \u00e0 nossa vida. Outras vezes, da incapacidade de separar a apar\u00eancia e o sofisma do conte\u00fado.<\/p>\n<p>O exerc\u00edcio de tentar compreender a fundo, de forma isenta de conven\u00e7\u00f5es, as diferentes alternativas existentes \u00e9 um dever de cada um de n\u00f3s num pa\u00eds democr\u00e1tico. No final do exerc\u00edcio, a falta de alternativa poder\u00e1 conduzir \u00e0 desilus\u00e3o. No entanto, parece-me que, a existir alternativa, a alternativa menos m\u00e1 \u00e9 prefer\u00edvel ao voto em branco. Este problema, o problema da alternativa, \u00e9 para as mentes livres o maior problema em Portugal. E resulta n\u00e3o s\u00f3 do problema estrutural da incompet\u00eancia e dos interesses pol\u00edticos, que prometi tentar n\u00e3o evocar, mas tamb\u00e9m da n\u00e3o-separa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais e econ\u00f3micas nos partidos portugueses. Os partidos economicamente mais liberais acabam por ser socialmente autorit\u00e1rios. E os partidos menos conservadores em pol\u00edticas sociais acabam por defender um Estado pesado, que corre o risco de limitar a iniciativa privada e de se tornar controlador, inflex\u00edvel e despesista. Qual dever\u00e1 ser a verdadeira fun\u00e7\u00e3o do Estado?<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.softti.com.br\/softti\/imagens\/bussola.jpg\" title=\"bussola\" class=\"alignnone\" width=\"318\" height=\"340\" \/><\/p>\n<p>Para que cada cidad\u00e3o possa exercer o seu dever de voto de forma consciente \u00e9 importante que reflicta profundamente sobre esta quest\u00e3o, metendo de lado os seus genes e todas as certezas mal fundamentadas. S\u00f3 depois dever\u00e1 avan\u00e7ar em direc\u00e7\u00e3o aos programas eleitorais, devido \u00e0 sua crescente volatilidade.<br \/>\nSem me estender demasiado, deixo-vos com um pequeno desafio: a <em>b\u00fassola pol\u00edtica<\/em>. De forma, mais ou menos objectiva, ela tra\u00e7ar\u00e1 o vosso perfil pol\u00edtico. Lembrem-se que o centro da b\u00fassola n\u00e3o corresponde ao centro da pol\u00edtica em Portugal e que os resultados n\u00e3o s\u00e3o absolutos, isto \u00e9, podem se moldar ao longo da tua vida. Desafio aceite? O teste \u00e9 bastante interessante, podem cortar perguntas e colar nos vossos coment\u00e1rios para alargar o debate!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.politicalcompass.org\">>> Aceito o desafio do Rui! <<<\/a><\/p>\n<p>Todos n\u00f3s temos um dever c\u00edvico para com a nossa sociedade. De forma mais ou menos radical, ora levantando quest\u00f5es, ora apoiando causas, devemos intervir activamente na vida pol\u00edtica do nosso pa\u00eds e do mundo. Creio que, neste momento, o melhor contributo \u00e9 suscitar o debate interior e com os outros para que dia 27 possamos votar em consci\u00eancia.<br \/>\nAbra\u00e7os<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um descontentamento geral quando se evoca a palavra pol\u00edtica. 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